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15 abril 2022

20º Curso Gratuito de Geogebra

 

Para quem não conhece Geogebra é uma ótima ferramenta de auxílio no ensino da matemática. Nela se pode criar gráficos, desenhos geométricos em 2D e 3D, ferramentas interativas para alunos etc.

O software do Geogebra é gratuito e tem versões para Windows, Linux e com versões mobile para Android e IOS.

O curso é online e gratuito com duração de 50h.

Eu recomendo fortemente este curso. Mas só se puderem dedicar pelo menos 4h semanais para estudo. Nos próximos posts também vou colocar uma ótima palestra sobre o que é Geogebra e o poder que ele tem!

Corram que são vagas limitadas.

As inscrições serão realizadas em 01 de maio de 2022, às 17h (horário de Brasília).

Abaixo deixo o link para o edital completo do curso. [Link

26 maio 2021

Palestra Atividades para um laboratório de Educação Matemática no ensino presencial, remoto e híbrido - 28 de maio 15h


📌 Tema: Atividades para um laboratório de Educação Matemática no ensino presencial, remoto e híbrido
📌 Quem: Profª Drª Ana Kaleff - Universidade Federal Fluminense  
📌 Quando: 28 de maio 15h
📌 Onde: Online
👉 com certificado!

 Esta atividade faz parte dos Seminários de Pesquisa em Educação Matemática, do GIEM/UnB, e será ministrada pela Profª Drª Ana Kaleff - Universidade Federal Fluminense. Nessa nossa conversa, pretendemos relembrar a importância de um laboratório de Educação Matemática - LEM para a formação do professor e dos discentes, frente às determinações da BNCC, tanto para o Ensino Fundamental como para o Médio. Consideraremos o que são bons materiais manipuláveis (concretos e virtuais) e daremos alguns exemplos desses acompanhados de atividades para o ensino presencial, remoto e híbrido. Esses materiais podem ser utilizados também na inclusão de alunos com deficiência visual.

Já aviso que a inscrição para o evento é bem chata de fazer. Você terá que acessar o link [ aqui ], fazer um cadastro no site da Unb e confirmar o seu email. Depois disso tudo vc vai logar neste site e tem que pesquisar pelo evento que vc quer fazer inscrição. Sugiro fazer a busca filtrando pela data. Dos resultados escolha o que tem as seguintes informações:
Atividade:     Seminários de Pesquisa em Educação Matemática
Coordenador:     REGINA DA SILVA PINA NEVES

Abaixo o vídeo da transmissão:



05 maio 2021

Palestra "Newton vs Leibniz. Quem inventou o Calculo?" 08/05, 10h30


📌 Tema: "Newton vs Leibniz. Quem inventou o Calculo?"
📌 Quem: Prof. Marcelo Leonardo dos Santos Rainha (UNIRIO)
📌 Quando: 08/05, 10h30
📌 Onde: online
👉 com certificado (não é necessário inscrição prévia)


01 março 2021

Curso de Extensão - O raciocínio matemático no ensino de álgebra na escola básica


 A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFABC divulga as inscrições para o Curso de Extensão online: O raciocínio matemático no ensino de álgebra na escola básica.

 O curso visa propiciar um ambiente de formação continuada para o(a) professor(a) de Matemática da Educação Básica. Serão discutidas e contempladas tarefas de aprendizagem profissional que tematizem os processos de raciocínio matemático, como a generalização e a justificativa no ensino da Matemática da Educação Básica, com foco na área do Ensino de Álgebra.

Objetivos Gerais: Promover a (re)construção de conhecimentos algébricos dos(as) professores(as) por meio da utilização de Tarefas de Aprendizagem Profissional sobre “Os processos de raciocínio matemático no Ensino de Álgebra”, ao mesmo tempo em que se investiga como se dão os processos de aprendizagem destes(as) professores(as).

Público-alvo: Estudantes cursando licenciatura em matemática e professores(as) de matemática dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Modalidade: online;

Data e horário: O curso será ministrado de maneira remota, de 7 de abril a 18 de agosto de 2021, às quartas-feiras, das 14h às 18h;  

As inscrições devem ser realizadas por meio do Portal Público do SIGAA UFABC até 22 de março de 2021.  Acesse ufabc.net.br/sigextensao para realizar sua inscrição.

XII Jornada de Estudos do GPEHM


APRESENTAÇÃO

A criação de grupos de pesquisas ligados a Educação do Ceará tais como, Grupo de Educação Matemática do Laboratório Multimeios (GEM2/UFC), Grupo de Pesquisa Matemática e Ensino (MAES/UECE), entre outros, tem proporcionado o aumento de estudos ligados à área, propagando tanto para a comunidade acadêmica, quanto para a sociedade em geral, meios que possibilitem uma melhor educação para todos.

Nesse sentido, o Grupo de Pesquisa em Educação e História da Matemática (GPEHM), vinculado à Universidade Estadual do Ceará (UECE), em parceria com a Coordenação do Curso de Licenciatura em Matemática promovem a XII Jornada de Estudos do GPEHM, como uma iniciativa para discutir pesquisas e suscitar debates sobre as relações entre Educação Matemática e História da Matemática.

 

OBJETIVOS

A XII Jornada de Estudos do GPEHM tem o intuito de conhecer, ampliar e aperfeiçoar estudos que envolvam pesquisa na área de Educação Matemática no Ceará, em particular da UECE, apresentando e discutindo o desenvolvimento dos projetos de pesquisa.

 

PÚBLICO-ALVO

O evento destina-se às pessoas que desenvolvem pesquisa na área de Educação Matemática na UECE e nas escolas de Educação Básica e aos participantes do GPEHM, desde que respeite o limite de 80 vagas.

 

Inscrições pelo link [ aqui ]

 

Programação
 

Manhã

9h30min - Abertura da sala virtual da XII JE GPEHM

9h40min - Abertura da XII Jornada de Estudos do GPEHM

9h50min - Painel 1 - Apresentação do GPEHM Avançado e Junior

10h - Painel 2 - Conhecendo o GPEHM: 8 anos de pesquisa no Ceará

          Profa. Dra. Ana Carolina Costa Pereira

10h20min - Roda de conversa com os membros do GPEHM

          Profa. Anna Beatriz de Andrade Gomes

          Prof. Me. Antonio José Melo de Queiroz

          Profa. Dra. Daniele Esteves Pereira

          Profa. Dianara Figueirêdo Freire



Tarde

13h20min - Abertura da sala virtual da XII JE GPEHM

13h30min - Palestra 1 - Sobre as relações entre a geometria refletida no Códice Atlântico de Leonardo da Vinci e a geometria escolar

         Prof. Dr. Jeová Pereira Martins

15h10min - Palestra 2 - O Aprendizado e o Uso da Tabuada na Antiga Mesopotâmia: exemplos das escolas de escribas e da prática profissional no período paleobabilônico (2000-1600 AEC)

         Prof. Dr. Carlos Henrique Barbosa Gonçalves

16h50min - Palestra 3 – Matemáticas nos Séculos XVI e XVII: uma classificação de Adriaan van Roomen

         Prof. Dra. Zaqueu Vieira Oliveira

18h30min - Encerramento da XII JE GPEHM
 

24 fevereiro 2021

O conceito do número 1 e o formalismo matemático

Veja um excelente vídeo sobre o número 1 produzido pelo professor Carlos Mathias da UFF e autor do cana Matemática Humanista. Você já deve ter visto aqui pois sempre estou recomendando muitas das palestras que ele publica no canal. 

O vídeo fala não sobre a história do numero 1, mas da abstração que levou ao número 1 e uma crítica a certos exageros no formalismo matemático. 



01 fevereiro 2021

18º Curso Gratuito de Geogebra

 


Olá a todos, no dia 07 de fevereiro abre inscrições para a 18ª edição do Curso de Geogebra.

Para quem não conhece Geogebra é uma ótima ferramenta de auxílio no ensino da matemática. Nela se pode criar gráficos, desenhos geométricos em 2D e 3D, ferramentas interativas para alunos etc.

O software do Geogebra é gratuito e tem versões para Windows, Linux e com versões mobile para Android e IOS.

O curso é online e gratuito com duração de 50h.

Eu recomendo fortemente este curso. Mas só se puderem dedicar pelo menos 4h semanais para estudo. Nos próximos posts também vou colocar uma ótima palestra sobre o que é Geogebra e o poder que ele tem!

Corram que são vagas limitadas.

Abaixo deixo o link para o edital completo do curso. [Link

Abaixo esta o conteúdo programático do curso:

Módulo 1
•  Interface do GeoGebra e Construções iniciais
•  Linhas retas
•  Perpendicular, paralela, bissetriz e mediatriz
•  Criação de conta no GeoGebra Materiais e upload de arquivos
 
Módulo 2
•  Polígonos
•  Isometrias no Plano
•  Objetos e Propriedades
•  Arcos e Círculos
•  Como compartilhar arquivos no GeoGebra Materiais
 
Módulo 3
•  Interface 3D do GeoGebra
•  Construção de Prisma/Pirâmide e Planificações
•  Construção de Cilindros e Cones
•  Construções 3D no Smartphone
 
Módulo 4
•  Sintaxes e gráficos de funções
•  Funções e Planilha
•  Funções com controles deslizantes
•  Funções no GeoGebra para Smartphone
 
Módulo 5
•  Comandos e Comando Sequência
•  Construção de mosaicos com comandos
•  Formas de revolução no GeoGebra para Smartphone
•  Formas de Revolução a partir de polígonos
•  Formas de Revolução a partir de funções
 
Módulo 6
•  Janela CAS
•  Resolução de equações na Janela CAS
•  Matrizes no GeoGebra
•  Resolução de sistemas lineares 3 x 3 no GeoGebra
 
Módulo 7
•  Protocolo de Construções
•  Lista de Iteração
•  Construção de gráfico de setores
•  GeoGebra e LaTeX Módulo 8
•  Lugar Geométrico
•  Construção de Novas Ferramentas no GeoGebra
•  Resolução de problemas no GeoGebra  

Módulo 8
•  Lugar Geométrico
•  Construção de Novas Ferramentas no GeoGebra
•  Resolução de problemas no GeoGebra

30 janeiro 2021

Filme Alexandria sobre Hipátia, primeira matemática da história

Olá, a recomendação de filme para a férias escolares/quarentena desta vez é o filme Alexandria, Agora (no nome original). Esta superprodução conta a história da filósofa, matemática e astrônoma Hipátia de Alexandria interpretada pela atriz Rachel Weisz.
A filósofa por sinal é a primeira mulher matemática da história.
O filme se passa no século IV, onde Alexandria era das mais notáveis cidades do mundo graças à sua biblioteca e elite intelectual. Tudo acabará com a ascensão dos fanáticos cristãos.

Alguns dos vários atrativos que o filme possui são: A rotina da vida intelectual da cidade de Alexandria. Vemos cenas de Hipátia dando aula. Cenas do teatro grego. Muitas cenas se passam na biblioteca de Alexandria.
A computação gráfica para reconstruir a Alexandria de 391 AC é sensacional, note que nesta cidade temos duas das maravilhas do mundo antigo, o farol de Alexandria e a biblioteca de Alexandria (onde se passa grande parte da trama deste filme).
O filme mostra muito também da dinâmica dos conflitos das religiões no mundo antigo (cristãos, judeus e os mitos greco-romanos).
Para quem gosta de filme de aventura algumas cenas de batalhas são bem fortes, a classificação do filme é 16 anos.

Matemática e ciência do filme

O filme mostra como era a forma das aulas no Egito antigo. Existe cenas de aulas de filosofia, física e astronomia.
Hipátia tem um grande arco no filme mostrando suas pesquisas e indagações sobre o movimento de translação da terra e do sol. Além disso temos várias discussões sobre círculos, elipses e outras cônicas. Mostra um modelo em madeira das superfícies cônicas.
No vídeo que esta lá no IGTV no Instagram do Cubo Matemática (é a postagem que antecipa antecipa a que contém a dica deste filme) tem uma cena bem interessante onde mostra como traçar uma elipse usando dois pontos fixos, uma corda e um bastão. Nesta mesma cena que começa com uma indagação sobre o porquê do sol estar em posições diferentes no verão e no inverno termina com a dedução da Primeira Lei de Kepler (historiadores atribuem a Hipátia esta descoberta séculos antes de Kepler).
Aparece experiência sobre o princípio da inércia.   
Temos algumas cenas mostrando a observação das estrelas usando instrumentos antigos.



Para potencializar o contexto histórico do filme deixo aqui em baixo um trecho dum vídeo (5 min) com Carl Sagan falando sobre a vida de Hipátia e o fim de Alexandria.


 O filme possui nota 7.2 no IMDB e é de 2009.
Atenção para a classificação do filme ser 16 anos pois algumas cenas de batalha são fortes.  
Ele tem direção de Alejandro Amenábar responsável por filmes como Os outros (2001) e Mar Adentro (2004)
Elenco principal: Rachel Weisz, Max Minghella, Oscar Isaac, Rupert Evans.
O filme apesar de falado em inglês é uma produção espanhola e ganhou mais de 11 premiações na Europa.

Veja abaixo o trailer do filme.


28 janeiro 2021

Palestra "Otimização: aplicações do mundo real" (29/01) 160h

 📌 Tema: "Otimização: aplicações do mundo real"
📌 Quem: Prof. Esdras Penêdo de Carvalho - UEM
📌 Quando: (29/01) 16h
📌 Onde: Online
.
🔴Atenção na programação informa que será as 16h e na imagem de divulgação diz ser as 14h. Na dúvida tente nos dois horários!


Resumo: A área de Otimização refere-se ao estudo e resolução de problemas em que se busca a melhor solução, dentre as possíveis soluções, e que atenda a um ou mais critérios previamente estabelecidos. Sua aplicação abrange áreas como Engenharia, Economia, Biologia, Medicina, Logística, Transporte etc. Na indústria química moderna, por exemplo, as buscas por vantagens técnicas e operacionais, com maiores ganhos econômicos e menores impactos ambientais, podem ser descritas como problemas de Otimização, cujas complexidades requerem a utilização de ferramentas computacionais para se obter soluções ótimas. Problemas típicos que podem ser tratados por meio de Otimização incluem dimensionamento de equipamentos, planejamento de produção/operações e controle de processos. Nesta palestra apresentaremos uma visão geral de modelos e algoritmos de Otimização e suas aplicações em problemas oriundos da Engenharia Química. 

Mais informações do evento no link a seguir [ aqui ]

26 janeiro 2021

Palestra "A Sociedade de Consumidores e suas armadilhas: Características e exemplos" (27/01) 17h


📌 Tema: "A Sociedade de Consumidores e suas armadilhas: Características e exemplos"
📌 Quem: prof. Ms Katyane Anastácia Massante
📌 Quando: 27/01 17h
📌 Onde: Online
Inscrições pelo link [ aqui ]

No dia 28 de janeiro de 2021, às 17 horas, receberemos o professora Mestra Katyane Anastácia Massante.  É Licenciada em Matemática pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ (2010), Pós graduada pela Universidade Federal Fluminense- UFF (2016) e tem Mestrado em Educação Matemática pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Possui experiência na área de Matemática, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: educação financeira, álgebra, tecnologia móvel na educação e educação matemática. Atualmente é Doutoranda do Programa doutoral em Educação da Universidade Nova de Lisboa - UNL - Portugal.



25 janeiro 2021

Oficina: Entre o Lúdico e o Digital

 

Os encontros abordarão tópicos de matemática utilizando softwares como Geogebra e Maxima. Estes eventos fazem parte do cronograma de atividades do projeto de extensão "Entre o Lúdico e o Digital" em parceria com a Escola de Aplicação da UFPA e a Escola Estadual João Batista de Moura Carvalho. Através de metodologias inovadoras envolvendo o lúdico e a inserção das tecnologias da informação e comunicação, o projeto desenvolvido a partir de oficinas e palestras temáticas em que os alunos vivenciam experiências que os levem a refletir sobre a própria aprendizagem.

Serão 3 palestras durante os dias 27, 28 e 29 as 14h. 

Terá emissão de certificado com carga horária ao final!  

Aberto para alunos do ensino médio, cursinho, e graduandos.

Link: https://url.gratis/27AtB  

09 janeiro 2021

O Papiro de Rhind ou papiro de Amósis

O Papiro de Rhind ou papiro de Amósis é um documento egípcio de cerca de 1 650 a.C., ele mede cerca de 5 metros por 33 cm. Nele o escriba de nome Amósis detalha a solução de 85 problemas de aritmética, frações, cálculo de áreas, volumes, progressões, repartições proporcionais, regra de três simples, equações lineares, trigonometria básica e geometria. É um dos mais famosos antigos documentos matemáticos que chegaram aos dias de hoje.

Em dezembro eu assisti uma palestra do IFF São Paulo é uma ótima introdução ao assunto. A palestra foi ministrada pela Profa. Dra. Juliana Martins.

A palestra começa falando sobre a evolução das pesquisas em história da matemática, depois fala um pouco sobre o que é papiro, sobre como foi feita a tradução com a ajuda da pedra de Roseta e por fim entra na história do papiro em si. A palestra é o vídeo ao final deste post.

Para saber mais:
Se quiser ver o papiro numa super resolução que esta no museu britânico basta entrar neste [ link ]

fontes: wikipedia.com, mathematicsmagazine.com, britishmuseum.org


28 dezembro 2020

Existe uma forma melhor de contar que a de 1 a 10? Para muitos matemáticos, sim!

 

Existe uma forma melhor de contar que a de 1 a 10? Para muitos matemáticos, sim!

Veja no site uma reportagem mostrando outros sistemas numéricos além da base 10 e as vantagens do sistema com 12 dígitos segundo os matemáticos.
Por fim veja um vídeo da BBC (em inglês) mostrando esta curiosa teoria.
Note que a reportagem em vídeo (logo abaixo) é mais completa do que a versão em texto.

A segui o link para a reportagem em texto e em português [ aqui ]

 

26 dezembro 2020

Leia e ouça um conto que ensina para crianças os conceitos de probabilidade, sorte e azar.


Em tempos de pós-verdade e negacionismo da ciência poder estimular o pensamento científico desde cedo é uma iniciativa muito bem vinda. Conheci a pouco tempo um podcast chamado Histórias de Ninar para Pequenos Cientistas que apresenta em um de seus episódios uma história ensinando acaso, probabilidade e azar para os pequenos. Achei muito interessante. Esta é uma iniciativa do governo de Minas Gerais para divulgação científica.
Roteiro de Luiza Lages, com colaboração e consultoria científica do professor Ricardo Takahashi, do Departamento de Matemática da UFMG.
O conto se chama Rafa e o azar: um conto sobre a probabilidade matemática e pode ser ouvido logo abaixo. 

Se o player não carregar use o link: https://open.spotify.com/episode/4gHK1AkxIZyygpDx2MANSt

Deixei aqui também a transcrição do conto:

Um jogo de sorte

Era mais um dia de férias para as irmãs Rafa e Ju. E elas estavam entediadas. Já tinham visto TV, jogado jogos no celular, ajudado a mãe a colocar a mesa do almoço. Ajudado o pai a limpar a mesa de almoço. Brincado com o cachorro. Brincado de esconde-esconde, de montar quebra-cabeça e tomado banho de mangueira. E, depois de tudo isso, ficaram sem ideias do que fazer… A mãe das meninas sugeriu: “Por que vocês não jogam um jogo de tabuleiro? Tem tantos aí!”

Rafa não gostou muito da ideia, porque Ju era dois anos mais velha. Sempre ganhava! Já tinha jogado muito, por dois anos inteiros a mais que ela, não parecia muito justo. E Rafa não gostava de perder, viu. Ficava inconformada! Mas a irmã sugeriu que elas escolhessem um jogo de sorte. Ela disse que as duas iam ter a mesma chance de ganhar. Hm… A menina topou. E começaram a brincar.

Era até bem legal. Elas tinham que rolar o dado e andar pelo tabuleiro, seguindo o que as casas falavam: volte um espaço, ande dois, compre uma carta, ganhe dinheiro, perca dinheiro, fique uma rodada sem jogar. Era por aí. Mas claro… Quem chegava primeiro ao final, vencia. E tudo dependia do bendito dado!

Ju já estava lá na frente. Tirava cincos e seis, rodada atrás de rodada. Enquanto isso, Rafa jogou uma vez: um. Na próxima rodada, um. E depois, de novo, um! Não era possível! Acho que poucas vezes a menina sentiu tanta raiva em toda a vida! Apelou. Levantou, furiosa, e gritou que assim não dava! Como ela podia ser tão ruim no dado?

Alguns dias depois…

Rafa assistia ao jogo de futebol com o pai. Ela se perguntou por que ele sempre vestia o mesmo boné, velho e feio, para ver os jogos, mesmo assim, dentro de casa. “Meu pai é esquisito”, pensou. Resolveu perguntar o porquê de toda essa esquisitice. O pai riu e disse que não tinha muita explicação, só que aquele era o boné da sorte. Ele gostava de usar durante os jogos para não perder.

Rafa achou aquilo sensacional. Correu até a irmã e a desafiou para mais uma partida do jogo de tabuleiro. Assim que o pai desligou a TV, pediu o boné emprestado, certa de que aquilo ia garantir a sua vitória. As meninas começaram a brincar. Seis. Cinco. Seis. Outro seis. Rafa se sentia invencível! Finalmente ganhou de Ju. E, para ela, o segredo de tudo era o velho boné feio do pai.

A certeza da sorte

À noite, ainda usando o boné, sentou-se à mesa com uma confiança… Disse que nunca se sentiu tão sortuda. “Mãe, me dá dinheiro que vou ganhar na loteria”, comandou. A mãe riu e perguntou de onde vinha toda aquela certeza. Quando Rafa contou sobre o boné, os jogos e futebol do pai e a partida contra a irmã, a mãe riu alto. Muito alto. Não conseguia parar de rir. Rafa não entendeu nada. E explicou de novo: “A Ju é muito boa nos dados e eu só perco. Menos quando estou com o boné da sorte! Ele dá sorte de verdade, eu juro!”

Depois de segurar a risada, a mãe perguntou para o pai das meninas se o boné dava tanta sorte assim. Afinal, seu time só ganhava? O pai riu meio sem graça e disse que não era bem assim. Depende do ano, depende do campeonato, depende de um tanto de coisa. “Menos do boné, não é mesmo?”, perguntou a mãe. Ela explicou que se o pai usasse ou não o boné, isso não ia fazer muita diferença nos resultados do jogo. E que, para as partidas de Ju e Rafa, também não. Disse que o que acontece ao jogar um dado é apenas acaso.

Por causa do acaso

E o que é o acaso? É um fenômeno, uma coisa que ocorre, sem nenhuma causa. Que não tem motivo ou explicação para acontecer como acontece. Por isso, não dá para controlar os resultados. Se você joga um dado para cima, e o dado for bem feito e funcionar direitinho, tem a mesma chance de tirar qualquer um dos números: um, dois, três, quatro, cinco ou seis. Não tem nada que você pode fazer para garantir um seis, quando você quer um.

Por isso, a gente fala que é uma coisa aleatória. E aí, a cada vez que a jogada for repetida, várias e várias vezes, vai produzir efeitos diferentes! E isso vale para diversos fenômenos e experimentos. A única coisa que muda os resultados é o acaso. Às vezes a gente chama isso de azar. Outras vezes, de sorte. Depende se a gente acha os resultados bons ou ruins!

Mesmo sendo assim, ao acaso, dá para saber quais as chances de uma coisa acontecer. E a gente faz isso usando matemática.

Probabilidade

“Meninas, isso é probabilidade”, disse a mãe de Rafa e de Ju. Ela explicou que quando alguém fala assim, que é provável que uma coisa aconteça, significa que tem mais chance de acontecer, não é? A probabilidade estuda qual a chance de chegarmos a um resultado. Por exemplo, tirar o um ou o seis no dado. E ela disse que a chance de tirar o número que você quer, ao jogar o dado uma vez para o alto, é de uma em seis. E que todo mundo tem essa mesma chance: a Ju ou a Rafa, com ou sem boné da sorte.

Rafa ainda não conseguia acreditar. Ela estava tão confiante no boné… A mãe sugeriu então que elas fizessem um experimento! Falou para a Rafa jogar o dado dez vezes com o boné, dez vezes sem. E aí ver o que aconteceria. Ju foi anotando os resultados. Ahá! Rafa comprovou a sorte do boné. Tirou três “uns” sem o acessório de sorte! E só do número três para cima vestindo o boné. Se aquilo não era o boné fazendo mágica, não sabia o que era.

Experimentos sobre o azar

“Não tão rápido! Quem disse que os nossos experimentos acabaram?”, perguntou a mãe. Ela explicou que, dez vezes ainda era pouco. Era normal tirar um resultado daquele. Instruiu as meninas agora a fazer isso cem vezes!! Primeiro com boné e depois sem. Ficaram lá algum tempo, jogando e anotando cada número. E não é que dessa vez o boné parece que não deu tanta sorte assim? A mãe contou quantas vezes cada número apareceu para cada uma das situações. Ficou tudo meio parecido!

Rafa ficou surpresa! Será que foi só o acaso mesmo que garantiu a vitória dela contra Ju no jogo? Parecia que a mãe estava certa… E depois ainda veio outro experimento. A mãe disse que ia ser legal fazer a mesma coisa com uma moeda. Jogar para cima e ver quantas vezes saía cara ou coroa. Ela disse que agora era ainda mais fácil entender o acaso. Porque só tinha dois resultados possíveis, né? Um lado da moeda ou o outro.

As meninas começaram a brincar, jogaram a moeda várias e várias vezes para o alto. Se desse cara, Ju ganhava. Se desse coroa, a vitória era da Rafa. Anotaram quem tinha ganhado em todas as rodadas. E não é que, mais uma vez, ficou tudo meio igual? Se tivessem jogado só cinco vezes, a Ju ia ganhar de lavada… E a Rafa ia ficar braaaava. Mas depois de jogarem umas cem vezes, viram que o jogo podia virar! Legal, né?

Convencida de que ganhar nos dados, na moeda ou na loteria era ação do acaso, Rafa devolveu o boné ao pai. E ainda avisou: “Pai, vou te dar um boné novinho de Dia dos Pais. Esse aí tá muito feio. E acho melhor você estudar probabilidade”.

17 julho 2020

Veja vídeo sobre formas criativas de aulas de matemática.


Saiu uma matéria no RJTV sobre um professor de matemática que usa atividades cotidianas para dinamizar aulas de matemática. Vídeo de 5 min. O professor é Luiz Felipe Lins, da Escola Municipal Francis Hime no Rio de Janeiro.
Aqui vemos pelo menos 2 ótimos exemplos de aula:
Um sobre fluxograma, que faz parte do tema pensamento computacional da BNCC e o outro falando sobre plantas, maquetes e custo de obra passa por vários temas dentro da geometria.
O professor é Luiz Felipe Lins ja apareceu aqui no blog num post do dia 18 de junho de 2020 onde ele ministrou uma palestra.
https://www.blogger.com/u/1/blog/post/edit/4357003274178062170/2011469395409992649

Veja abaixo o vídeo:


Fonte: https://globoplay.globo.com/v/8693831/
(Exibido em 13 de julho de 2020, no Bom Dia Rio)

09 julho 2020

Simpósio de estudos sobre as Matemáticas Islâmicas De 29 a 31 de julho de 2020 + Programação completa!


De acordo com Berggren (2003), a civilização islâmica pode ter produzido uma quantidade impressionante de tratados matemáticos entre os anos de 750 e 1450 da nossa era. Esses trabalhos trouxeram contribuições em diversas áreas da matemática como, por exemplo, na aritmética eles incluíram as frações decimais, na álgebra apresentaram métodos de resoluções para equações quadráticas e cubicas; também deixaram importantes contribuições na área da trigonometria através de suas refinadas tabelas com valores de seno e posições de astros. Além disso foram responsáveis, como bem sabemos, por sistematizar e preservar os conhecimentos de que dispunham através de suas traduções.

Entretanto, apesar da matemática islâmica medieval ter produzido diversos nomes de sábios com produções inéditas notáveis à matemática, e as ciências de modo geral, a lacuna bibliografia a respeito desta temática no Brasil, e até internacionalmente, ainda é incontestável. Consideramos que esta escassez de tradados se deve ao fato de que “há apenas poucas décadas a comunidade acadêmica reavaliou o papel da ciência islâmica na formação do pensamento científico moderno” (MOREY, p.1, 2018).

Reconhecendo a importância da produção científica e, particularmente, da produção matemática desse período o objetivo do evento configura-se, portanto, em apresentar aos participantes alguns sábios e suas respectivas tratados/contribuições para o desenvolvimento científico e que ainda estão ocultos dos relatos históricos.

📌Coordenação geral do evento:
Profa. Dra. Ana Carolina Pereira (UECE)
Profa. Dra. Bernadete Morey (UFRN)
Profa. Ma. Ana Paula Pereira do Nascimento Silva (IFCE)
📌 Quando: De 29 a 31 de julho de 2020
📌 inscrições: https://www.even3.com.br/semi2020?fbclid=IwAR0FxSmtcjCeWJa4Te0yFCCG4Eg2AP9DbVDAwvywbQuhxo2qFtXvmTGBQQA
👉 com certificado


Programação:
👉quarta-feira, 29 de julho de 2020

📌14:00 - 15:00 - com Bernadete Morey
Notas sobre a introdução ao estudo da matemática islâmica com
(não consegui um resumo)

📌15:10 às 16:10 - por Fabian Arley Posada Balvin
📌Tema: Al-Khwarizmi (790-850)
Abu (Abdellah) Ja'far Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi teve seu ápice intelectual no início do século IX e seu nome é de obrigatória menção quando o interesse é tratar o desenvolvimento histórico não só da matemática, mas também de outras ciências como a geografia, a astronomia e a computação. A este autor estão associados os vocábulos álgebra e algoritmo, termos latinizados das palavras al-jabr e Al-Khwarizmi respetivamente. A primeira em árabe indica a ação de restauração e a segunda associada a um conjunto de passos para obter um determinado resultado. Na atualidade esses termos fazem parte substancial da aritmética, da álgebra e das ciências da computação. O principal interesse nesta apresentação é comentar e discutir algumas aproximações da vida acadêmica deste autor imbricada à vida social e cultural da época, a partir da limitada literatura achada e que de fato nos foi acessível na linguagem próxima.

📌 16:20 - 17:20  com  Com Midori Hijioka Camelo
📌Tema:Abu’l-Wafa (940-998)
(não consegui um resumo)

👉Quinta-feira, 30 de julho de 2020

📌14:00 - 15:00 com Giselle Costa de Sousa
📌Tema:BU ARRAYHAN MUHAMMAD IBN AHMAD AL-BIRUNI (973 – 1048)
 As terras islâmicas, durante a idade média mais especificamente, contam com a contribuição de muitos personagens com um desejo de adquirir/produzir conhecimento, entre esses, surge al-Biruni (973-1048), que se destaca não somente pelo volume de suas obras como também pelas suas habilidades e seu progresso nas mais variadas áreas de conhecimento incluindo a produção em áreas como Astronomia, Matemática, Geografia, Religião e Ciência, entre outras. Desse modo, sua contribuição nos romota as miríades de conhecimentos científicos resultados de suas investigações e remonta um cenário que renasce co mo uma inspiração para todos os que seguem e estudam seu trabalho, sobretudo, imerso num contexto profícuo de produção de conhecimento. Estudiosos do tempo moderno acreditam que al-Biruni tenha escrito quase 200 trabalhos. Destes trabalhos, poucos permanecem, a grande maioria se perdeu ao longo dos últimos mil anos. Muitos dos volumes existentes de al-Biruni ainda não foram traduzidos do árabe, tornando difícil para os acadêmicos ocidentais estudarem seu corpo completo de trabalho. Nesta ótica, a presente palestra busca apresentar  alguns traços biográficos de al-Biruni dentro do contexto de produção da matemática islâmica medieval de modo a disponibilizar informações organizadas sobre o corpo de trabalho observável do referido personagem, bem como, suas influências e condução dentro do campo da matemática e ciência de modo geral.

📌 15:10 - 16:10  Com Gabriela Lucheze de Oliveira Lopes
📌Tema:Abu Ali al-Husain ibn Abdallah ibn Sina (Avicenna) (980-1037)
 A ciência e a matemática floresceram mais fortemente nos países islâmicos no período compreendido entre os séculos IX e XIV. Dentre muitos estudiosos islâmicos dessa época destaca-se Abu Ali al-Husain ibn Abdallah ibn Sina, nascido em 22 de agosto de 980 d.C., em Bukara, uma das cidades do atual Uzbequistão. Naquela época, Bukara era a capital do império e, junto com Samarcanda, eram centros culturais. O contexto político em que
ibn Sina viveu foi dominado por um período de grande instabilidade.  Conhecido pelos ocidentais como Avicena, foi autor de mais de cem livros, nos quais versou sobre lógica, ciências naturais, matemática, metafísica, teologia e medicina. Sua obra o Kitab al-Shifa (O Livro da Cura) é uma enciclopédia constituída por livros que tratam das ciências fundamentais, da lógica, matemática, física e astronomia. No Al-Shifa, as ciências matemáticas foram subdivididas em quatro áreas principais e quatro subáreas. Avicena morreu em 1037 em Hamadã na Pérsia, atual Irã.

📌16:20 - 17:20  Com Francisco de Assis Bandeira
📌Tema:GHIYATH AL-DIN ABU’L-FAT? ‘UMAR IBN IBRAHIM AL-NAYSABURI (1048-1131)
 Esta palestra tem como objetivo narrar uma breve história do matemático, filósofo e poeta persa Omar Khayyam (1048-1131). Nesse sentido, organizei em duas seções. A primeira levará o leitor aos contextos histórico e geográfico de Nishapur, cidade localizada ao nordeste do Irã, terra natal de Omar Khayyam, e de outras cidades por onde ele passou, em especial a de Samarcanda. Ela é uma cidade muito antiga, fundada no século VIII a. C. Hoje, é a segunda maior de cidade do Uzbequistão. Na segunda seção, relatarei uma breve biografia de Omar Khayyam, tanto no campo da poesia, expresso no Rubaiyat, que o levou a ficar conhecido no mundo Ocidental, quanto nos campos do conhecimento por ele dominado, tais como, a filosofia, a matemática, astronomia, jurisprudência, história e medicina, todavia, destacarei o campo do conhecimento matemática.

👉Sexta-feira, 31 de julho de 2020

📌14:00 - 15:00  Com Severino Carlos Gomes
📌Tema:A Álgebra de Sharaf al-Din al-Tusi (c.1135-c.1213)
 Sharaf al-Din al-Tusi (c.1135-c.1213), supostamente nasceu na região Tus, no nordeste do Iran. É certo que ele passou grande parte de sua vida ensinando em diferentes cidades como Damasco, Aleppo, Mosul e outras da região. A sua maior contribuição foi um manuscrito sobre Álgebra, basicamente, um tratado sobre equações cúbicas. Mesmo sem indicar o processo analítico, o trabalho de Sharaf mostra condições sobre a existência de raízes positivas de determinadas equações cúbicas. Para o historiador da matemática islâmica Roshid Rashed, o trabalho de Sharaf representa uma contribuição essencial para  o estudo de curvas por meio de equações, marcando assim o início da geometria algébrica.

📌15:10 - 16:10  (não sonsegui informação sobre o palestrante)
📌Tema: Al-Tusi, Nasir (1201-1274)
Nasir al-Din al-Tusi foi um sábio persa que atuou em vários ramos, como a filosofia, biologia, medicina, lógica, matemática, teologia, entre outros. Ele é muitas vezes considerado o criador da trigonometria como uma disciplina matemática, principalmente por meio de sua obra Kitab al Akhlaq-i Nasiri (Tratado sobre Figuras Transversais), conhecido também pelo nome “Tratado sobre quadrilátero completo” de 1260. Nessa palestra iremos tratar de sua biografia e alguns feitos no decorrer da história da matemática islâmica.

📌16:20 - 17:20  Com Kaline Andreza de França Correia Andrade
📌Tema: Al-Kashi (1380-1429)
 Ghiyath al-Din Jamshid Mas'ud al-Kashi é um dos mais renomados matemáticos do mundo islâmico e ficou conhecido por suas incríveis habilidades em cálculos mentais, alguns de seus apelidos são: "A verdadeira pérola da glória da sua idade", "O segundo Ptolomeu", "o rei dos engenheiros", "O revisor" e "nosso mestre do mundo", ele nasceu no final do século XIV na cidade de Kashan, no atual Irã, era médico de formação, mas seu verdadeiro interesse eram as áreas de matemática e astronomia. Mostrou-se extremamente prolífico durante o período em que permaneceu na corte do governante Ulugh Beg, neto de Genghis Khan, na cidade de Samarcanda, atual Uzbequistão. Al-Kashi trabalhou na madrassa de Ulugh Beg e no observatório astronômico erigido por este. Ele escreveu diversas obras sendo a mais impressionante o al-Risala al-Muhitiyya (“Tratado sobre a Circunferência”) finalizado em 1424 cujos resultados só foram superados cerca de duzentos anos depois. Nessa palestra iremos tratar de sua biografia e seus principais feitos.

📌17:30 - 18:30  Com Ana Paula Pereira do N. Silva
📌Tema: Kazi-Zade (1364-1436)
Kazi-Zade ar-Rumi, como ficou conhecido nosso astrônomo, significa filho de juiz (Kazi-Zade), vindo de rum (ar-Rumi). Seu verdadeiro nome era Salah al-Din Musa Pasha. Nasceu em 1364 na cidade de Brussa, na Turquia; viveu 72 anos e morreu em Samarcanda no Uzbequistão, local onde começou seus estudos, desenvolveu seu tratado e trabalhou por vários anos na Madrassa de Ulugh Beg. Infelizmente, nosso personagem fica encoberto historicamente pelo seu contemporâneo e amigo pessoal al-Kashi, muito mais conhecido. Faremos o melhor possível para apresentá-lo e exibir suas contribuições para ciências. Ka zi-Zade escreveu vários comentários sobre obras de matemática e astronomia durante seus primeiros anos em Samarcanda. Estes parecem ter sido escritos para Ulugh Beg; isto significa que Kazi-Zade estava produzindo material como professor para o jovem governante que se interessou muito mais pelo desenvolvimento cultural de seu povo do que pela expansão territorial. O texto de título árabe Risala fi ishikhraj jaib daraja wahida que, em português, estamos nomeando de Tratado sobre a determinação do seno de 1 grau foi o trabalho mais original de Kazi-Zade e, basicamente, apresenta o valor do seno de um grau através da resolução de uma equação cúbica obtida a partir de construções geométricas. Seu resultado tem exatidão de 10 casas sexagesimais para o valor do seno de 1 grau.

27 junho 2020

Presidiário faz importante avanço na Teoria dos números e frações contínuas


A BBC reproduz uma interessante matéira sobre Christopher Havens, presidiário, que começou a estudar matemática na prisão. Ele fez um importante avanço na Teoria dos números e frações contínuas.
Leia todos os detalhes desta história neste link [ aqui ]