Leia a reportagem para ter uma ideia dos desafios da nova gestão do MEC.
Acesse o link a seguir para ler a reportagem [ aqui ]
Leia a reportagem para ter uma ideia dos desafios da nova gestão do MEC.
Acesse o link a seguir para ler a reportagem [ aqui ]
Veja como a lei de Bonford desmascara alegação sobre fraude na eleição de 2022. Tentaram espalhar a mesma fake news em 2014 e o fato já foi desmentindo naquele ano.
Veja reportagem explicando a lei de Bonford e como ela ajudar provar que as eleições foram válidas. A extrema direita esta deturpando e usando-a para dizer exatamente o contrário. Note que esta fake news já foi usada para tentar deslegitimar as eleições de 2014.
Veja a seguir o link para reportagem [ aqui ]
Abaixo o link para o artigo de 34 páginas da Revista Brasileira de Estatística de autoria de Cláudia Raquel da Rocha Eirado, Gustavo Pompeu da Silva e Gauss Moutinho Cordeiro mostrando em detalhes que não existe qualquer indício de fraude nas eleições de 2002 a 2018.
[ aqui ]
Veja no link a seguir uma nota do tse desmentindo o boato que foi requentado de 2014: [ aqui ]
Veja no link a seguir uma reportagem desmentindo o boato em 2014 [ aqui ]
Como a coluna tem paywall reproduzi o texto abaixo:
A pesquisa pode ser lida nesta matéria da Folha de São Paulo [ aqui ]
Matheus Pichonelli - Pesquisa mostra como bomba da pandemia já estoura no colo de professores
Desde a volta às aulas presenciais, um amigo professor relata uma mudança no comportamento de seus alunos do sexto ano até o fim do ensino médio de um colégio particular no interior de São Paulo.
As mesmas atividades e avaliações que ele aplicava há três anos hoje não empolgam nem motivam. “O nível das notas foi lá embaixo”, lamenta.
Relacionadas
Parte da dificuldade é explicada pela agitação inusual dos jovens, que voltaram para a sala de aula, segundo ele, querendo extravasar sem limites tudo o que ficou represado no período mais agudo do isolamento.
“Parece que eles se esqueceram como é o comportamento em sala de aula. E a direção optou por não forçar muito, por ser mais maleável. Percebo um aumento das brincadeiras fora de hora, o desinteresse total por qualquer atividade, a defasagem em escrita e leitura.”
Se antes os xingamentos e brincadeiras mais agressivas entre os alunos do ensino fundamental ocorriam de forma mais velada, longe da vista dos responsáveis, agora ela é ostensiva. São recorrentes nos corredores ou mesmo dentro da classe. Para o meu amigo professor, é como se houvesse uma urgência justamente de chocar e chamar a atenção.
Quem tem amigos professores sabe que casos do tipo estão longe de serem isolados. Antes mesmo da reabertura já era nítido que parte da hostilidade contra os professores já era alimentada pelos próprios pais de alunos.
Pois a bomba parece ter estourado.
Uma pesquisa recente realizada pela organização social Nova Escola e publicada na Folha de S.Paulo mostrou que 66% dos docentes brasileiros notam aumento da agressividade de seus alunos desde o fim do confinamento. Ao todo, 5.305 educadores de todas as regiões do país foram ouvidos.
Mais de 70% afirmam que já houve casos de violência por parte dos alunos nas escolas onde trabalham.
As razões para a hostilidade são diversas. Parte dos docentes atribui a agressividade ao aumento de doenças psicológicas devido ao isolamento (50,6%), à falta de socialização dos alunos durante a pandemia (40,5%), à vulnerabilidade familiar (46%) e à falta de ações disciplinares por parte da escola (24,7%).
A falta de tato social tem sido uma marca da retomada de velhas rotinas após dois anos de confinamento. Se tem adulto diplomado com dificuldade para se comportar na primeira fileira de um show de Roberto Carlos, imagina no fundão da sala, onde indivíduos ainda em formação estão aprendendo a viver em sociedade.
Como lembrou, em entrevista à Folha, a diretora da Nova Escola, Ana Ligia Scachetti, a pandemia teve consequências negativas para toda a sociedade, mas as crianças e os adolescentes sofreram mais justamente porque têm menos maturidade. “Não é que elas ficaram dois anos sem ir para a escola e perderam só conteúdos, elas perderam dois anos de convivência social em um ambiente que é fundamental para seu desenvolvimento.”
A retomada não tem sido tranquila nem para os professores nem para quem tem filhos em idade escolar.
Um pouco por pena e outro tanto por não saber como gerenciar o tempo livre das crianças sem escola, muitos de nós relaxamos com os limites para consumo de internet e exposição a telas nos períodos mais tensos da crise sanitária. Migrar as atenções agora para as páginas de livros ficou complicado, para dizer o mínimo. Não dá para competir com o youtuber verborrágico e pensar em limites sem entrar em conflito e ouvir umas boas dos pequenos.
Pais de amigos contam que, se antes o tédio e a melancolia eram as principais preocupações em casa, agora a aflição é com o nível de agressividade dos meninos quando se encontram. E eles gritam cada vez mais. Xingam cada vez mais. Choram cada vez mais. Dá para imaginar como tudo isso tem chegado aos pátios da escola.
Dias atrás, uma amiga da área de saúde foi até uma escola pública de seu município e saiu de lá assustada com a forma com que foi recebida pelos alunos. Se antes havia acolhimento às palestras e conversas sobre tratamentos, higiene e saúde básica, agora é comum ouvir respostas atravessadas, com risadas ao fundo, de jovens desafiadores. Nem sempre foi assim.
Naquela escola, onde o uso de máscaras ainda é opcional, ela notou que parte dos estudantes ainda têm dificuldade para retirar o acessório em público. São justamente os alunos que se sentem fora do padrão e que mais sofrem bullying dos colegas.
Uma aluna entrou em choro convulsivo ao tirar o equipamento para fazer um tratamento dentário, que hoje precisa ser realizado em um canto escondido da escola, longe da vista dos amigos. Ela dizia que era muito feia e não queria ser vista.
“Dá pra notar como muitos perderam o tato da convivência”, relata.
A profissional conta que é notável como o aumento da pobreza no país virou uma marca no ambiente escolar. “É nítida a falta de perspectiva. É como se todo mundo ali soubesse que não vai ter emprego ao fim do curso. Então falam: ‘Dane-se, é tudo uma grande várzea’.”
Lidar com tudo isso é o desafio mais urgente da retomada.
Como lembrou Scachetti em sua entrevista, todos os problemas sociais desembocam na escola, mas a escola não pode resolvê-los sozinha.
Levar essa lição para casa pode ser o começo de uma reconstrução que passa, mas não se limita apenas, à sala de aula.
fonte: https://tab.uol.com.br/colunas/matheus-pichonelli/2022/08/23/pesquisa-mostra-como-bomba-da-pandemia-ja-estoura-no-colo-de-professores.htm
Olá, fiz um compilado das notícias que saíram na imprensa sobre este assunto, veja abaixo:
Acordar de bom-humor é uma das melhores maneiras de aproveitar bem o dia e conseguir fazer todas as atividades diárias de maneira eficiente e produtiva. Encontrar essa rotina ideal para passar o dia bem-humorado não é simples mas, de acordo com uma pesquisadora e matemática britânica, é possível ter uma fórmula matinal perfeita para ficar sem mau humor.
A fórmula matemática desenvolvida por Anne-Marie Imafidon foi criada após um estudo que envolveu dois mil adultos do Reino Unido e identificou que o horário perfeito para levantar é às 6h44.
No entanto, a rotina vai além da hora de despertar. Segundo Anne-Marie, é preciso ficar na cama até as 7h12, dando tempo de se espreguiçar. Na sequência, o ideal é fazer 21 minutos de exercício, passar 10 minutos embaixo do chuveiro e fazer um café da manhã de 18 minutos.
Apesar disso, a pesquisadora garante que, mesmo seguindo a rotina, o ideal é manter as oito horas de sono todas as noites, mas ela acredita que os horários para cada atividade possam ser adaptados dependendo da rotina de cada pessoa.
"Nem todo mundo tem a mesma rotina, mas uma combinação de diferentes elementos deve ser a chave para 'sair da cama do lado certo' - especialmente depois que tantos de nós admitem acordar regularmente de mau humor", pontua ela.
Mau humor é comum ao longo da semana
Segundo Anne-Marie, os dados computados mostram que 29% dos adultos começa o dia de mau humor, em média. Ela também mostrou que 36% dos participantes acreditavam que estavam presos em uma rotina matinal. Os dados mostram ainda que 25% das pessoas ficam cansadas boa parte da manhã. Entretanto, para 28% não fazer uma boa refeição no início do dia garantem um mau humor.
Confira a fórmula completa abaixo:
Veja no link a seguir reportagem do jornal DW Brasil sobre ser professor na rede pública brasileira.
Veja abaixo a reportagem da BBC News onde novas descobertas da ciência mostram que pequenas pausas são importantes e auxiliam a consolidar o aprendizado.
A reportagem reforça sobre a importância do sono para a consolidação da memória.
Ela dá conselhos para professores quando estão ensinando algo novo em sala de aula.
Na reportagem também fala sobre a pesquisadora Barbara Oakley que tem um livro chamado
Aprendendo a Aprender.
Se você já conhece a técnica de estudo Pomodoro vai perceber que esta pesquisa serve para corroborar sua eficácia!
Abaixo a reportagem:
Abaixo o 2o vídeo com mais 3 dicas de estudo!
Ouça reportagem na rádio USP com os professores Eduardo Colli e José Alberto Cuminato sobre o assunto.
Disponível no link [ aqui ]
Lendo a nova matéria da BBC você vai se surpreender ao constatar no último poema de Edgar Allan Poe traços das teorias do Big Bang, Big Crunch,o modelo do universo oscilante e uma explicação para o Paradoxo de Olbers, que explica por que o céu é escuro.
O poema "Eureka" foi o seu último trabalho feito em 1949, três meses antes de sua misteriosa morte.
Acesse a reportagem no link [ aqui ]
Saiba como era Stephen Hawking na escola, como seu professor o inspirou e veja depoimentos de seus pares sobre qual era o seu diferencial nas suas aulas!
Para acessar a reportagem use o link [ Aqui ]
A Foto é de um metro para referência num prédio público na França.
Leia a incrível história de como a Revolução Francesa influenciou na adoção do sistema métrico decimal!
Leia reportagem da BBC sobre este curiosa história. [ aqui ] e depois aproveite estes complementos que pesquisei:
Na foto (do meu post) vemos uma placa com um Metro de referência que fica em prédios públicos para uso pela população. Alguns ainda pode ser vistos até hoje.
O desta foto fica no endereço :
36, rue Vaugirard, Paris, 75006 - France
e pode ser visitado no Google Maps no link a seguir [ aqui ]
Abaixo a veja mais detalhes e fotos:
A placa que fica ao lado do metro de referencia.
Tradução da placa (feira por mim):
MEDIDOR PADRÃO
A convenção Nacional, a fim de generalizar o uso do sistema métrico, colocou 16 metros de referência de mármore nos locais mais frequentados de Paris.
Estes medidores foram instalados entre fevereiro de 1796 e dezembro de 1797. Este é um dos últimos que permanecem em Paris e o único que ainda está em seu local original.
Notícia sobre a seleção do mestrado PPGEduCIMAT 2022
O Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática (PPGEDUCIMAT) FAZ SABER que estarão abertas as inscrições para a seleção de candidatos ao curso de Mestrado Profissional no período de 7 de março de 2022 a 11 de março de 2022. Ofereceremos um total de 15 vagas. Considerando a Deliberação nº 270, de 30 de julho de 2021, do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da UFRRJ que aprova a reserva mínima de 25% das vagas para as ações afirmativas, nos processos seletivos de todos os programas de pós-graduação stricto sensu, destinada a candidatos negros (pretos e pardos), indígenas e às pessoas com deficiência (s) e a Institucional e Instrução Normativa nº 2, de 18 de outubro de 2021, excetuando-se as vagas reservadas ao Programa de Qualificação Institucional 2021, a presente seleção reserva 30% do total das vagas disponibilizadas para todas as linhas de pesquisa distribuídas da seguinte forma: 20% (3 vagas) para pessoas autodeclaradas negras e pardas; 5% (1 vaga) para pessoas autodeclaradas com deficiência e 5% (1 vaga) para pessoas autodeclaradas indígenas.
Em acordo com a Instrução Normativa nº 02 de 18 de outubro de 2021 da PROPPG, que estabelece os procedimentos complementares de verificação dos documentos apresentados por candidatos à vagas reservadas a pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência, informamos que os candidatos concorrentes às referidas vagas deverão ser entrevistados por Comissão de Heteroidentificação (no caso de pretos, pardos e indígenas) e por Bancas Multiprofissionais de Ingresso (no caso de pessoas com deficiência) formadas pela PROPPG, em data e hora agendadas com antecedência.
A inscrição no processo seletivo de candidatos(as) ao Curso de Mestrado Profissional do PPGEduCIMAT para o ano letivo de 2022 deverá ser efetuada no período de 0:00 do dia 07/03/2022 a 23:59 do dia 11/03/2022 horário oficial de Brasília/DF, pelo(a) interessado(a) através da internet da seguinte forma:
• Acesse o seguinte site: https://sigaa.ufrrj.br
• Clique em “Processos seletivos”
• Depois em “Processos seletivos – stricto sensu”
• E em “Seleção de Mestrado PPGEduCIMAT 2022”
• Preencha o formulário de inscrição.
Os documentos solicitados deverão ser postados no sistema de inscrição no formato PDF. O valor da taxa de inscrição é de R$100,00. No dia 10 de janeiro de 2022, a versão completa do Edital estará disponível em https://cursos.ufrrj.br/posgraduacao/ppgeducimat/
Seropédica, 06 de janeiro de 2022.
Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática da UFRRJ.

Mais uma parte da Teoria da Relatividade foi comprovada esta semana!
Leia a matéria completa da Revista Galileu [ aqui ].
Quando educamos para a reflexão somos acusados de doutrinadores e, ontem, o que vimos foi, literalmente, uma aula de doutrinação nível advanced plus master
Quando o projeto “Escola Sem Partido” começou a ser falado, alertamos sobre o quanto o nome enganava. Os mesmos que hoje defendem a liberdade do médico receitar o que quiser, porque é formado para isso, querem amordaçar professores e professoras.
Incomodava o debate que travamos na escola, a história da África ser ensinada, o respeito às diferenças ser um princípio, a tolerância religiosa ser incentivada, a filosofia estar na grade curricular, enfim, incomodava a reflexão promovida.
Em cima disso, surgiram as escolas cívico-militares. Disseram que iria ser uma escola sem partido.
Segundo esse sistema, militares atuam no comando da gestão escolar e da gestão educacional, enquanto professores e professoras dão sua aulinha café com leite baseado em cartilhas a lá século 18.
Alertamos que isso seria a antítese da Educação e recebemos como resposta “chola mais”, “vai para Cuba”, “Mito”.
Ontem, não sei se vocês viram, foi filmado um evento na escola Cívico-Militar carioca General Abreu, onde jovens não podem usar cabelo solto, pintar unhas dentre outras ordens autoritárias que buscam a ordem reprimindo as individualidades.
A cena é deprimente. Em meio à maior crise sanitária, estudantes estão aglomerados no pátio enfileirados. Como se não bastasse, há uma pessoa gritando frases e os alunos e alunas repetindo a seguir:
“Muitos querem, mas não podem / Nós queremos e podemos / Nós somos nós e o resto é o resto / Brasil acima de tudo, abaixo de Deus”.
É a ignorância em seu estudo bruto intocada por Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, Florestan Fernandes e Maria Montessori.
No lugar de trabalhar para o coletivo, ensinam que cada pessoa deve olhar somente para si. No lugar de compreender a realidade e atuar como um agente de mudança para um mundo melhor e pela diminuição e compreensão das causas das desigualdades, ensinam a usufruir do privilégio. Em lugar de proteger, expõem alunos e alunas a um vírus que já matou meio milhão de brasileiros e brasileiras.
Como a democracia agoniza, mas não morre, houve justiça e a secretaria municipal de Educação do Rio de Janeiro exonerou ontem (25) a direção da escola municipal, que foi inaugurada em agosto do ano passado.
Quando educamos para a reflexão somos acusados de doutrinadores e, ontem, o que vimos foi, literalmente, uma aula de doutrinação nível advanced plus master.
Foi um caso pontual? Não. Foi um caso filmado. Essa é a regra que eles têm orgulho de defender. A obediência acrítica, burra e passiva é pontuada. Perde ponto quem questionar o sentido de tudo isso.
Por que não implementar o mesmo modelo dos institutos federais que já
provou ser bem eficiente em termos de resultados e muito mais barato
para o Estado? A resposta foi dada nas imagens. Para manter um
autoritário no poder, é necessário impedir o livre pensamento.
fonte: https://revistaforum.com.br/rede/autoritarismo-do-escola-sem-partido-e-a-doutrinacao-dos-outros-por-elika-takimoto/#
Em homenagem ao Professor Ubiratan D'Ambrósio
reveja uma postagem do blog de 2019 com uma entrevista onde ele explica
sua teoria da Etnomatemática.
Link [ aqui ]

Como os cortes de investimentos nas universidades federais e institutos de pesquisas e a política de negacionismo do governo de Jair Bolsonaro podem prejudicar o futuro do desenvolvimento do Brasil? O repórter Maurício Thuswohl entrevista o ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Ricardo Galvão, a reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Denise Pires Carvalho, o físico e presidente da Academia Brasileira de Ciências Luiz Davidovitch, e o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Celso Pansera sobre o desmonte do desenvolvimento científico no Brasil - e como é possível reverter essa tendência.

Sete ex-ministros da Educação divulgaram nesta quarta-feira, 28, uma carta alertando que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) está "em perigo" no governo de Jair Bolsonaro.
Leiam a notícia no link a seguir [aqui]

Como participar de um mestrado em matemática?
A perspectiva é bem abrangente para quem deseja seguir carreira acadêmica em matemática, através do mestrado e posteriormente, quem sabe, do doutorado.
Para participar de um programa de mestrado em matemática, é necessário elaboração de um projeto de pesquisa e passar pelo processo seletivo da instituição que deseja.
As bolsas para o mestrado em matemática são distribuídas de acordo com a desenvoltura do candidato ao longo da seleção de admissão.
Existe mestrado profissional em matemática?
Apesar das grandes oportunidades de pesquisa para quem é da área de matemática, profissionalmente as maiores vagas de emprego estão na rede de ensino.
Pensando nisso, o PROFMAT - Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional tem o objetivo de atender professores de matemática que atuem no ensino básico, preferencialmente em escolas públicas.
O PROFMAT é um curso semipresencial, oferecido pela Universidade Aberta do Brasil, e coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática.
Ainda assim, existem obstáculos para quem pretende seguir carreira na área, que faz com que muitos pesquisadores em matemática tenham que se adaptar em situações e espaços distintos.
Ygor, segue o mesmo entusiasmo e afirma que almeja seguir com a vida acadêmica, contribuindo com o avanço e consolidação da ciência brasileira.
“Além de contribuir para a formação dos futuros profissionais altamente qualificados do nosso país, em particular de professores de matemática, responsáveis pelo desenvolvimento e cidadania de tanto indivíduos”, finalizou.
“Pretendo seguir para o doutorado e continuar na área acadêmica. Entretanto, a disponibilização de bolsas acaba sendo o maior desafio, em especial nessa crise em que vivemos hoje em dia. O que traz a necessidade de se inscrever em diversos programas de doutorado”, ressaltou Aquerman.
Ele ainda afirma que por conta disso, muitos pesquisadores acabam se mudando para outras cidades e até mesmo países para garantir uma bolsa, e que isso pode fazer com que o trabalho tenha que ser refeito do zero, dependendo da linha de pesquisa da instituição.
Mas, segue otimista: “Tentando ao máximo honrar o investimento que é feito sobre nós e devolver para a sociedade o que produzimos”.
Fonte: Revista Quero em 11/01/21
Toda essa preocupação tem se refletido nos sonhos, que exprimem uma carga maior de sofrimento mental, temor de contaminação e até mesmo repercussões do isolamento social e da falta de contato físico com outras pessoas. Além disso, os sonhos neste período apresentaram maior proporção de termos ligados a "limpeza" e "contaminação" e de palavras relacionadas a "raiva" e "tristeza".
A neurocientista Natália Bezerra Mota, pós-doutoranda no Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), lidera pesquisa que busca medir o impacto da pandemia por meio de estudo dos sonhos. O trabalho foi publicado na revista PLOS ONE, em 30 de novembro.
O estudo faz parte do projeto de pós-doutorado de Mota, supervisionado pelos pesquisadores Sidarta Ribeiro (UFRN) e Mauro Copelli, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que integram o Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (NeuroMat), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP, com sede na Universidade de São Paulo (USP).
Os resultados são consistentes com a hipótese de que os sonhos refletem os desafios de vigília apresentados pela pandemia da COVID-19 e que emoções negativas como raiva e tristeza são mais proeminentes durante o período pandêmico, refletindo uma maior carga emocional a ser processada, afirma o estudo.
Em entrevista à Agência FAPESP, Mota explica que estas conclusões foram corroboradas por outros artigos publicados posteriormente nos Estados Unidos, Alemanha e Finlândia.
A pesquisa brasileira já havia sido divulgada no fim de maio na plataforma medRxiv, em versão preprint, sem a revisão por pares (leia mais aqui agencia.fapesp.br/33380/). “Foi o primeiro estudo sobre o tema a ver empiricamente esses sinais de sofrimento mental e a associação deles com as peculiaridades dos sonhos na pandemia”, completa a neurocientista.
Já Ribeiro destaca que a pesquisa conseguiu documentar a continuidade entre o que o acontece no mundo onírico e na vida mental das pessoas (o sofrimento psíquico). “Isso é interessante do ponto de vista da teoria sobre sonhos. Outro destaque importante do estudo é ter feito isso de maneira quantitativa, usando mecanismos matemáticos para tentar extrair semântica”, afirma o pesquisador.
No trabalho, o grupo usou ferramentas de processamento de linguagem natural para estudar 239 relatos de sonhos de 67 indivíduos, feitos antes dos casos de contaminação pelo SARS-CoV-2 e durante os meses de março e abril, logo após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado a pandemia de COVID.
Segundo Mota, um estudo multicêntrico, envolvendo USP, UFRN e as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Rio de Janeiro (UFRJ), está analisando agora dados coletados por um período maior da pandemia (até julho). O objetivo é avaliar se há impacto nos sonhos dos voluntários provocado por mortes de familiares e pessoas próximas. “A intenção é divulgar rapidamente os resultados, assim que estiverem prontos, para que, a partir desse conhecimento, sejam traçadas estratégias de saúde mental.”
Metodologia
O grupo de pesquisadores brasileiros vinha desenvolvendo e adotando aplicativos e softwares que permitem, por meio da análise do discurso, diagnosticar doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia. Essas ferramentas foram adaptadas para fazer avaliações cognitivas.
Os relatos dos sonhos dos voluntários foram colhidos em áudio por meio de um aplicativo para smartphone. Depois, os pesquisadores utilizaram três ferramentas de computador. A primeira é focada na estrutura do discurso, para comparar a complexidade e conexão da trajetória de palavras usadas na narrativa.
As outras duas se concentram no conteúdo. Uma mede a proporção de palavras inseridas em determinadas classes, como conteúdo sentimental, e as compara a uma lista predefinida para analisar a associação com emoções positivas e negativas. A outra mede a semelhança dos relatos a temas específicos por meio da construção de mapas de similaridade semântica, permitindo avaliar o quanto as palavras estão próximas de termos como “contaminação”, “limpeza”, “doença”, “saúde”, “morte” e “vida”.
“A semelhança significativa com ‘limpeza’ em relatos de sonhos aponta para novas estratégias sociais (por exemplo, uso de máscaras, evitar o contato físico) e novas práticas de higiene (como o uso de desinfetante para as mãos e outros produtos de limpeza) que se tornaram centrais para novas regras sociais e comportamento. Tomados em conjunto, esses achados parecem mostrar que os conteúdos dos sonhos refletem as diferentes fontes de medo e frustração decorrentes do cenário atual”, escrevem os pesquisadores no artigo publicado na PLOS ONE.
Mota destaca que, apesar de ter sido detectado de forma colateral, chama a atenção o maior sofrimento expresso nos sonhos da população feminina. “Há na literatura estudos sobre a diferença de gênero. O público feminino relata maior conteúdo negativo e mais pesadelos. Acho que está ligado à situação histórica do cotidiano das mulheres, em que elas exercem duas, três jornadas, com uma carga mental maior, preocupação com trabalho, casa, filhos. Isso se agravou na pandemia”, avalia a neurocientista.
O estudo Dreaming during the Covid-19 pandemic: Computational assessment of dream reports reveals mental suffering related to fear of contagion está disponível em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0242903#abstract0.
Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.