Botão facebook (cabeçalho)

15 julho 2019

Reportagem sobre o Museu da Matemática na UFMG!


O Instituto de Ciências Exatas da UFMG recebeu, nos dias 9 e 10 de julho de 2019, o Festival de Matemática. O evento tem o objetivo de divulgar a Matemática e promover uma visão positiva da área do conhecimento. A quarta edição reuniu mais de 3 mil estudantes de escolas de Belo Horizonte e de outras cidades mineiras, como Betim e João Monlevade.

Assista ao vídeo abaixo:

Fonte: TVUFMG

14 julho 2019

Assista a palestra de Leandro Karnal: Qual a postura ideal do professor?



Ótima palestra do professor  Leandro Karnal realizada em 2016 na Jornada da educação que ocorreu no município de Vitória da Conquista no estado da Bahia.
Recomendação especial para alunos de Licenciatura!


Alguns assuntos/questionamentos aboadados na palestra:
Quais são as atividades importantes serem abordadas em sala.
Quanto tempo está sendo perdido em atividades mecânicas como copiar textos.
Quanto tempo está se perdendo com recomendações e regras e não em conhecimento.
Reflita sobre quais são os assuntos que eu quero passar.
Avaliação precisa trabalhar com construções e não com repetições. Quanto mais avança a série menos repetições, identificação, mais relação, comparação, análise, crítica.
Avaliações operatórias tem que variar de forma (imagem, textos, orais com consulta, sem consulta, em grupo, em duplas, etc. Quanto mais variadas elas forem mais eu consigo captar o tipo de pensamento dos alunos.
Prova operatória é aquela que sai da identificação (cite, enumere, descreva, etc)
Memória é só o primeiro degrau do conhecimento. A partir da memória eu vou analisar, aplicar, comparar, relacionar. A partir daí a minha prova passa a ser uma prova de fato. Entendendo que o objetivo da prova é o aprendizado, não a prova.
Preparar para aprender e não a repetir. Preparar para ser um cidadão,  a lutar contra preconceitos.
Homem  de Vitrúvio (figura de Leonardo da Vinci) é o homem no centro de tudo, ou seja, o professor da aula para pessoas com objetivo de melhora-las.
Conhecimento é poder.
Dar conhecimento ao aluno de escola pública é o maior empoderamento político que eu posso fazer.
Fazer este aluno competente é a maior aposta no futuro político deste pais.
Se você quer se vingar do governo e da corrupção, ensine seus alunos a pensarem, é ele ser um bom cidadão e um bom eleitor.


13 julho 2019

Você sabe o que é Math Rock?


Math rock é um gênero musical que surgiu no final da década de 1980, com influências do punk rock e do rock progressivo.

A composição musical neste gênero é bastante complexa, incorporando métricas incomuns em seu ritmo, tido como matemático, daí o nome, literalmente "rock matemático".

A maioria das musicas tende a ter um ritmo marcado 4/4 ou 3/4. No caso do math rock, o ritmo tende a seguir padrões diferentes como 7/8, 5/8 ,9/8, etc. Além disso, é composto de acordes dissonantes e bases complexas e as letras geralmente não são o foco do estilo. A voz é tratada como mais um "instrumento".
Os instrumentos geralmente são tocados em bases atonais ou politonais e nem sempre sincronizados.

Conte nos comentários quais suas recomendações de música!

Veja abaixo um vídeo (em inglês) com uma introdução ao gênero.


Abaixo um álbum de Math Rock, recomendo começar por aqui!

Para saber mais:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Math_rock 
https://www.thenewsminute.com/article/changing-rules-rhythm-have-you-heard-math-rock-35676

Oportunidade de trabalho em Macaé-RJ para formandos de matemática!


Contratação: Assistente de Desenvolvimento Profissional
Local: Macaé
Setor: Unidade de Macaé

Escolaridade: Superior completo em Psicologia / História / Pedagogia / Letras / Matemática / Serviço Social e Administração de Empresas
Interessados enviar o currículo para recrutamentoeselecao@cieerj.org.br até o dia 19/07/19 às 12h00, colocando no assunto: Educador Macaé

12 julho 2019

Qual a origem do número zero na matemática?

 


Quando crianças, o primeiro contato com os números é na contagem 1, 2, 3,... usamos este primeiro conceito para contar coisas reais maçãs, laranjas, bananas, etc  e  1 é o primeiro número que temos conhecimento. Só mais tarde que começamos a contar maçãs em uma caixa quando não há maçã alguma.
Até mesmo os gregos, que fizeram a ciência e a matemática progredirem em saltos quânticos, e os romanos, conhecidos por suas façanhas na engenharia, não tinham um modo eficaz de lidar com o número de maçãs em uma caixa vazia. Eles não conseguiram dar um nome ao “nada”. Os romanos tinham seus modos de combinar I, V, X, L, C, D e M, mas onde estava o 0? Eles não contavam o “nada”.
Como o zero passou a ser aceito? Imagina-se que o uso de um símbolo designando “o nada” teve origem há milhares de anos. A civilização maia, onde é hoje o México, usou o zero sob diversas formas. Um pouco mais tarde, o astrônomo Claudius Ptolomeu, influenciado pelos babilônios, usou um símbolo semelhante ao nosso 0 moderno como uma espécie de símbolo em seu sistema numérico. Como símbolo, o zero podia ser usado para distinguir entre exemplos (na notação moderna), tal como 75 e 705, em vez de se basear no contexto, como fizeram os babilônios. Pode-se comparar isso com a introdução da “vírgula” à linguagem – tanto para ajudar na leitura como no significado correto. No entanto, exatamente como a vírgula, ele vem com um conjunto de regras para seu uso – tem de haver regras para o uso do zero.
Brahmagupta, matemático indiano do século VII, tratou o zero como um “número”, e não apenas como um símbolo, e estabeleceu regras para lidar com ele. Entre essas regras estavam “a soma de um número positivo e um zero é positiva” e “a soma de zero com zero é zero”. Ao pensar no zero como um número, em vez de um símbolo, ele estava bastante avançado. O sistema de numeração indo-arábico, que incluía o zero dessa maneira, foi difundido no Ocidente por Leonardo de Pisa – Fibonacci – em seu Liber Abaci (O livro de contar), publicado pela primeira vez em 1202. Criado no Norte da África e instruído na aritmética indo-arábica, ele reconheceu o poder do uso do sinal 0 a mais combinado aos símbolos hindus 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
O lançamento do zero no sistema numérico apresentou um problema que Brahmagupta tinha abordado brevemente: como deveria esse “intruso” ser tratado? Ele tinha dado o pontapé inicial, mas suas soluções eram vagas. Como poderia o zero ser integrado ao sistema de aritmética existente de um modo mais preciso? Alguns ajustes eram diretos. Quando se tratava de adição e multiplicação, o 0 se encaixava, mas as operações de subtração e divisão não se acomodavam bem com o “estranho”. Havia necessidade de significados para garantir que o 0 se harmonizasse com o restante da aritmética aceita.
Como funciona o zero?
A soma e a multiplicação com zero são diretas e evidentes – você pode adicionar 0 a 10 para obter 100 – mas queremos dizer “adicionar” em um modo menos imaginativo da operação numérica. Acrescentar 0 a um número não muda esse número, enquanto multiplicar 0 por qualquer número sempre resulta em zero.
Por exemplo, temos 7 + 0 = 7 e 7×0 = 0.
A subtração é uma operação simples, mas pode levar a negativos, 7− 0 = 7 e 0 − 7 = −7, enquanto a divisão envolvendo zero apresenta dificuldades. Imaginemos uma extensão a ser medida com uma régua. Suponhamos que a régua tem exatamente 7 unidades de comprimento. Estamos interessados em saber quantas réguas é possível estender ao longo de nossa extensão dada. Se a extensão a ser medida é exatamente 28 unidades, a resposta é 28 divididos por 7, ou em símbolos, 28 ÷ 7 = 4. Uma notação melhor para expressar essa divisão é


e depois fazer uma “multiplicação cruzada” para escrever isso em termos de multiplicação, como 28 = 7×4. E agora, o que pode ser feito com 0 dividido por 7? Para ajudar na sugestão de uma solução para esse caso, vamos considerar a resposta a de modo que


Isso equivale, pela multiplicação cruzada, a 0 = 7. Se for esse o caso, o único valor possível para a é o próprio 0, porque se a multiplicação de dois números der 0, um deles tem de ser 0. Evidentemente não é 7, então a tem de ser zero.
Essa não é a principal dificuldade com o 0. O perigo maior está na divisão por 0. Se tentarmos tratar 7/0 do mesmo modo como fizemos com o 0/7, teremos a equação


pela multiplicação cruzada, 0×b = 7 e acabamos com 0 = 7, que é absurdo. Se admitirmos a possibilidade de 7/0 ser um número, passamos a ter o potencial para o caos numérico em grande escala. A saída para isso é dizer que 7/0 é indefinido. Não é possível tirar qualquer sentido da operação de dividir 7 (ou qualquer outro número) por 0, de modo que simplesmente não permitimos que essa equação aconteça. De maneira semelhante, não é permissível colocar uma vírgula no meio de uma palavra sem que isso seja considerado uma tolice.
Para resumir, quando pensamos em dividir por zero chegamos à conclusão de que é melhor excluir a operação do modo como fazemos cálculos. A aritmética pode ser conduzida de maneira satisfatória sem isso.

Fonte:  CRILLI, Tony. 50 maths ideas you really need to know. Bertrams Books, 2007

10 julho 2019

O que você tem lido nestas férias???


 Conte nos comentários. O que você tem lido nestas férias???

Veja abaixo o poema completo.

O livro

(Para se cantar com melodia de "Asa Branca" de Luiz Gonzaga,  ou " Fui ao Itororó," "se esta rua fosse minha" "parabéns pra você" "pirulito que bate bate"e outras. )

Eu do livro não me livro
e nem quero me livra
se do livro eu me livro
como livre vou ficar/

Tem livro que livra aqui
tem livro que livra lá
se tem livro que deixa livre
por que livre não ficar?

Silasol

Visite a página e veja muitos outros textos do autor.
Fonte:


09 julho 2019

A matemática por trás do padrão das folhas das plantas!


Já reparou nas folhas das plantas? Até parece que elas crescem impulsiva e aleatoriamente, mas uma olhada mais de perto revelará que padrões curiosamente regulares existem em todo o mundo natural, da simetria equilibrada dos brotos de bambu às espirais hipnotizantes das suculentas.

Esses padrões são consistentes o suficiente para que a matemática possa prever seu crescimento orgânico razoavelmente bem.

A sempre fascinante sequência de Fibonacci, por exemplo, aparece em tudo, de arranjos de sementes de girassol a conchas de náutilos a pinhas. O consenso atual é que os movimentos do hormônio do crescimento auxina e as proteínas que o transportam através de uma planta são responsáveis ​​por tais padrões.


Leia a reportagem completa [aqui].
Leia o estudo original, em inglês, [aqui].

08 julho 2019

Resposta desafio Geometria.


O que acharam do desafio? Ele me foi apresentado numa avaliação da faculdade.
Abaixo reproduzo a pergunta:


Este problema costuma ser apresentado também como o problema do chocolate infinito.


Basicamente a figura correta é do quadrado. A figura do retângulo não é enganosa. O que tem de errado é que o triangulo e o trapézio não se encaixam perfeitamente. Já quando encaixamos dois triângulos retângulos congruentes eles se encaixam perfeitamente. O mesmo ocorre com os trapézios retângulos congruentes.
Como na primeira figura, o retângulo, o encaixe não é perfeito na diagonal "sobra" um espaço vazio que é responsável pela área da primeira figura ser maior.

Abaixo vou disponibilizar 2 arquivos de resposta corretas:
O primeiro é a minha resposta. Clique no link [aqui].
A segunda é a resposta oficial do gabarito . Clique no link [aqui].