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13 julho 2019

Oportunidade de trabalho em Macaé-RJ para formandos de matemática!


Contratação: Assistente de Desenvolvimento Profissional
Local: Macaé
Setor: Unidade de Macaé

Escolaridade: Superior completo em Psicologia / História / Pedagogia / Letras / Matemática / Serviço Social e Administração de Empresas
Interessados enviar o currículo para recrutamentoeselecao@cieerj.org.br até o dia 19/07/19 às 12h00, colocando no assunto: Educador Macaé

12 julho 2019

Qual a origem do número zero na matemática?

 


Quando crianças, o primeiro contato com os números é na contagem 1, 2, 3,... usamos este primeiro conceito para contar coisas reais maçãs, laranjas, bananas, etc  e  1 é o primeiro número que temos conhecimento. Só mais tarde que começamos a contar maçãs em uma caixa quando não há maçã alguma.
Até mesmo os gregos, que fizeram a ciência e a matemática progredirem em saltos quânticos, e os romanos, conhecidos por suas façanhas na engenharia, não tinham um modo eficaz de lidar com o número de maçãs em uma caixa vazia. Eles não conseguiram dar um nome ao “nada”. Os romanos tinham seus modos de combinar I, V, X, L, C, D e M, mas onde estava o 0? Eles não contavam o “nada”.
Como o zero passou a ser aceito? Imagina-se que o uso de um símbolo designando “o nada” teve origem há milhares de anos. A civilização maia, onde é hoje o México, usou o zero sob diversas formas. Um pouco mais tarde, o astrônomo Claudius Ptolomeu, influenciado pelos babilônios, usou um símbolo semelhante ao nosso 0 moderno como uma espécie de símbolo em seu sistema numérico. Como símbolo, o zero podia ser usado para distinguir entre exemplos (na notação moderna), tal como 75 e 705, em vez de se basear no contexto, como fizeram os babilônios. Pode-se comparar isso com a introdução da “vírgula” à linguagem – tanto para ajudar na leitura como no significado correto. No entanto, exatamente como a vírgula, ele vem com um conjunto de regras para seu uso – tem de haver regras para o uso do zero.
Brahmagupta, matemático indiano do século VII, tratou o zero como um “número”, e não apenas como um símbolo, e estabeleceu regras para lidar com ele. Entre essas regras estavam “a soma de um número positivo e um zero é positiva” e “a soma de zero com zero é zero”. Ao pensar no zero como um número, em vez de um símbolo, ele estava bastante avançado. O sistema de numeração indo-arábico, que incluía o zero dessa maneira, foi difundido no Ocidente por Leonardo de Pisa – Fibonacci – em seu Liber Abaci (O livro de contar), publicado pela primeira vez em 1202. Criado no Norte da África e instruído na aritmética indo-arábica, ele reconheceu o poder do uso do sinal 0 a mais combinado aos símbolos hindus 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
O lançamento do zero no sistema numérico apresentou um problema que Brahmagupta tinha abordado brevemente: como deveria esse “intruso” ser tratado? Ele tinha dado o pontapé inicial, mas suas soluções eram vagas. Como poderia o zero ser integrado ao sistema de aritmética existente de um modo mais preciso? Alguns ajustes eram diretos. Quando se tratava de adição e multiplicação, o 0 se encaixava, mas as operações de subtração e divisão não se acomodavam bem com o “estranho”. Havia necessidade de significados para garantir que o 0 se harmonizasse com o restante da aritmética aceita.
Como funciona o zero?
A soma e a multiplicação com zero são diretas e evidentes – você pode adicionar 0 a 10 para obter 100 – mas queremos dizer “adicionar” em um modo menos imaginativo da operação numérica. Acrescentar 0 a um número não muda esse número, enquanto multiplicar 0 por qualquer número sempre resulta em zero.
Por exemplo, temos 7 + 0 = 7 e 7×0 = 0.
A subtração é uma operação simples, mas pode levar a negativos, 7− 0 = 7 e 0 − 7 = −7, enquanto a divisão envolvendo zero apresenta dificuldades. Imaginemos uma extensão a ser medida com uma régua. Suponhamos que a régua tem exatamente 7 unidades de comprimento. Estamos interessados em saber quantas réguas é possível estender ao longo de nossa extensão dada. Se a extensão a ser medida é exatamente 28 unidades, a resposta é 28 divididos por 7, ou em símbolos, 28 ÷ 7 = 4. Uma notação melhor para expressar essa divisão é


e depois fazer uma “multiplicação cruzada” para escrever isso em termos de multiplicação, como 28 = 7×4. E agora, o que pode ser feito com 0 dividido por 7? Para ajudar na sugestão de uma solução para esse caso, vamos considerar a resposta a de modo que


Isso equivale, pela multiplicação cruzada, a 0 = 7. Se for esse o caso, o único valor possível para a é o próprio 0, porque se a multiplicação de dois números der 0, um deles tem de ser 0. Evidentemente não é 7, então a tem de ser zero.
Essa não é a principal dificuldade com o 0. O perigo maior está na divisão por 0. Se tentarmos tratar 7/0 do mesmo modo como fizemos com o 0/7, teremos a equação


pela multiplicação cruzada, 0×b = 7 e acabamos com 0 = 7, que é absurdo. Se admitirmos a possibilidade de 7/0 ser um número, passamos a ter o potencial para o caos numérico em grande escala. A saída para isso é dizer que 7/0 é indefinido. Não é possível tirar qualquer sentido da operação de dividir 7 (ou qualquer outro número) por 0, de modo que simplesmente não permitimos que essa equação aconteça. De maneira semelhante, não é permissível colocar uma vírgula no meio de uma palavra sem que isso seja considerado uma tolice.
Para resumir, quando pensamos em dividir por zero chegamos à conclusão de que é melhor excluir a operação do modo como fazemos cálculos. A aritmética pode ser conduzida de maneira satisfatória sem isso.

Fonte:  CRILLI, Tony. 50 maths ideas you really need to know. Bertrams Books, 2007

10 julho 2019

O que você tem lido nestas férias???


 Conte nos comentários. O que você tem lido nestas férias???

Veja abaixo o poema completo.

O livro

(Para se cantar com melodia de "Asa Branca" de Luiz Gonzaga,  ou " Fui ao Itororó," "se esta rua fosse minha" "parabéns pra você" "pirulito que bate bate"e outras. )

Eu do livro não me livro
e nem quero me livra
se do livro eu me livro
como livre vou ficar/

Tem livro que livra aqui
tem livro que livra lá
se tem livro que deixa livre
por que livre não ficar?

Silasol

Visite a página e veja muitos outros textos do autor.
Fonte:


09 julho 2019

A matemática por trás do padrão das folhas das plantas!


Já reparou nas folhas das plantas? Até parece que elas crescem impulsiva e aleatoriamente, mas uma olhada mais de perto revelará que padrões curiosamente regulares existem em todo o mundo natural, da simetria equilibrada dos brotos de bambu às espirais hipnotizantes das suculentas.

Esses padrões são consistentes o suficiente para que a matemática possa prever seu crescimento orgânico razoavelmente bem.

A sempre fascinante sequência de Fibonacci, por exemplo, aparece em tudo, de arranjos de sementes de girassol a conchas de náutilos a pinhas. O consenso atual é que os movimentos do hormônio do crescimento auxina e as proteínas que o transportam através de uma planta são responsáveis ​​por tais padrões.


Leia a reportagem completa [aqui].
Leia o estudo original, em inglês, [aqui].

08 julho 2019

Resposta desafio Geometria.


O que acharam do desafio? Ele me foi apresentado numa avaliação da faculdade.
Abaixo reproduzo a pergunta:


Este problema costuma ser apresentado também como o problema do chocolate infinito.


Basicamente a figura correta é do quadrado. A figura do retângulo não é enganosa. O que tem de errado é que o triangulo e o trapézio não se encaixam perfeitamente. Já quando encaixamos dois triângulos retângulos congruentes eles se encaixam perfeitamente. O mesmo ocorre com os trapézios retângulos congruentes.
Como na primeira figura, o retângulo, o encaixe não é perfeito na diagonal "sobra" um espaço vazio que é responsável pela área da primeira figura ser maior.

Abaixo vou disponibilizar 2 arquivos de resposta corretas:
O primeiro é a minha resposta. Clique no link [aqui].
A segunda é a resposta oficial do gabarito . Clique no link [aqui].

07 julho 2019

Tudo é uma questão de perspectiva!


Dica de filme: Coerência


Coerência, título original Coherence, é um filme de ficção científica/mistério de 2013 com duração de 1h e 29m.
Ele conta a história de um grupo de amigos que se reúnem para jantar, nesta mesma noite acontece um evento astronômico, a passagem de um cometa, e a partir dai começam a acontecer coisas estranhas.
Este é um exemplo de que uma boa ideia e uma boa direção são capazes de fazer um
ótimo filme mesmo com orçamento modesto.
O diretor James Ward Byrkit é o mesmo do também ótimo filme Em Ritmo de Fuga, Baby Driver no original.

Afinal o que tem de matemática ou ciência neste filme?
Bom não quero falar muito sobre a história para não estragar a diversão, mas abaixo cito um trecho de um artigo da revista Entertainment Weekly que da uma dica sobre o filme.
Byrkit aproveita ao máximo o cenário claustrofóbico de uma casa, aumentando o pavor e a paranoia, enquanto seus personagens fazem uma série de decisões aparentemente razoáveis, mas em última instância equivocadas. O elenco sem estrelas é ótimo também, como o veterinário de Buffy the Vampire Slayer, Nicholas Brendon, cutucando diversão em si mesmo, interpretando um ator que costumava estar em uma série de televisão... Coherence é um ótima e gratificante adição ao sempre crescente subgênero 'poucalipse'. E realmente, você tem que amar um filme que explica o conceito do gato de Schrödinger.

O filme possui nota 7.2 no IMDB e venceu o prêmio de melhor roteiro nos festivais de Sitges 2013 e Fantastic Fest 2013.

Abaixo algumas fotos dos cartazes de promoção do filme.
Deixe nos comentários as suas impressões sobre o filme e se sugere algo para vermos!

05 julho 2019

Desafio Geometria Plana

Baixe o pdf com a questão [aqui].
Solução segunda-feira!
Deixe nos comentários sua solução ou sugira outros desafios.